segunda-feira, 30 de outubro de 2017

Arte Moderna

Em oposição às formas clássicas, a arte moderna surgiu no final do século XIX em várias expressões artísticas como, por exemplo, pintura, escultura, literatura, arquitetura, fotografia e música. Embora não haja consenso sobre a datação deste período, muitos especialistas em arte consideram que o movimento vai até a década de 1970.

Os impressionistas, primeiros pintores modernos, geralmente escolhiam cenas de exteriores como temas para suas obras: paisagens, pessoas humildes, etc.   

Principais movimentos e correntes artísticas da Arte Moderna:

- Impressionismo

- Pós-impressionismo

- Fauvismo

- Cubismo

- Escola de Paris

- Neoplasticismo

- Expressionismo

- Surrealismo

- Concretismo

- Futurismo

- Pop Art

Principais características da Arte Moderna:

Objetivando romper com os padrões antigos, os artistas modernos buscam constantemente novas formas de expressão e, para isto, utilizam recursos como cores vivas, figuras deformadas, cubos e cenas sem lógica. O marco inicial do movimento modernista brasileiro foi a realização da Semana de Arte Moderna de 1922, onde diversos artistas plásticos e escritores apresentaram ao público uma nova forma de expressão. Este evento ocorreu no Teatro Municipal de São Paulo. 

Não foi fácil para estes artistas serem aceitos pela crítica que já estava acostumada com padrões estéticos bem definidos, mas, aos poucos, suas exposições foram aumentando e o público passou a aceitar e entender as obras modernistas. 

A Arte Moderna está exposta em muitos lugares, em São Paulo ela pode ser vista no Museu de Arte Moderna, nas Bienais e também em outras formas de exposições que buscam estimular esta forma de expressão. 

Artistas brasileiros

Destacam-se como artistas modernistas brasileiros: Di Cavalcanti, Vicente do Rêgo, Anita Malfatti, Lasar Segall, Victor Brecheret, Tarsilla do Amaral e Ismael Nery.

Artistas estrangeiros

Destacam-se como artistas modernistas estrangeiros: Pablo Picasso, Matisse, Piet Mondrian, Fernand Léger, Georges Braque e Kandinsky.

mosaicão

mosaico de cidadania
arte na praça 

neste ano, o colégio clita promoveu um momento cultural que inicialmente seria realizado na praça da estacão de pedro Leopoldo, porem eventuais problemas levaram o evento a quadra de esportes do próprio colégio, que abriu as portas a população oferecendo informação, cultura, musica e diversão. houveram batalhas de rap e apresentações de teatro alem dos trabalhos que foram expostos e apresentados pelos alunos. foi uma grande oportunidade aos jovens artistas presentes no colégio, para que se expressassem e propagassem a arte dentro de pedro leopoldo.

movimento tropicalia

O Tropicalismo foi um movimento de ruptura que sacudiu o ambiente da música popular e da cultura brasileira entre 1967 e 1968. Seus participantes formaram um grande coletivo, cujos destaques foram os cantores-compositores Caetano Veloso e Gilberto Gil, além das participações da cantora Gal Costa e do cantor-compositor Tom Zé, da banda Mutantes, e do maestro Rogério Duprat. A cantora Nara Leão e os letristas José Carlos Capinan e Torquato Neto completaram o grupo, que teve também o artista gráfico, compositor e poeta Rogério Duarte como um de seus principais mentores intelectuais.
Os tropicalistas deram um histórico passo à frente no meio musical brasileiro. A música brasileira pós-Bossa Nova e a definição da “qualidade musical” no País estavam cada vez mais dominadas pelas posições tradicionais ou nacionalistas de movimentos ligados à esquerda. Contra essas tendências, o grupo baiano e seus colaboradores procuram universalizar a linguagem da MPB, incorporando elementos da cultura jovem mundial, como o rock, a psicodelia e a guitarra elétrica.
Ao mesmo tempo, sintonizaram a eletricidade com as informações da vanguarda erudita por meio dos inovadores arranjos de maestros como Rogério Duprat, Júlio Medaglia e Damiano Cozzela. Ao unir o popular, o pop e o experimentalismo estético, as idéias tropicalistas acabaram impulsionando a modernização não só da música, mas da própria cultura nacional.

Guiomar Novaes---------Artes

Guiomar Novaes – a primeira grande pianista brasileira

Nascida em São João da Boa Vista, cidade do interior do Estado de São Paulo, em 28 de fevereiro de 1894, a pianista Guiomar Novaes se tornou uma das maiores celebridades da música na Europa e nos Estados Unidos no início do século 20.
Filha de Ana de Carvalho Meneses e de Manuel José da Cruz Novaes, Guiomar foi a décima sétima dos dezenove filhos do casal. Iniciou seus estudos de piano aos 4 anos, impulsionada pelo som do piano tocado pelas irmãs mais velhas e esperava que elas deixassem o teclado para sentar-se ao banquinho.
Aprendeu a ler as notas musicais com menos de sete anos, tornando-se aluna de Eugênio Nogueira. Ingressou então, por vontade própria, no jardim de infância, e desde os primeiros dias na escola acompanhava, ao piano, as canções entoadas pelas colegas. Compôs, então, a valsa “Jardim de Infância”.
Vizinha do escritor Monteiro Lobato, já em São Paulo, inspirou a criação da personagem Narizinho, a “menina do nariz arrebitado” do Sítio do Picapau Amarelo. Pouco depois, tocou para o mestre italiano Luigi Chiaffarelli, com quem veio a estudar, apresentando-se nas audições promovidas por ele no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo.
Ainda muito jovem tornou-se organista da igreja de Santa Cecília, no centro de São Paulo e, em 1908, fez sua primeira apresentação como profissional, no Rio de Janeiro, executando a Grande Fantasia Triunfal sobre o Hino Nacional Brasileiro, de Louis Moreau Gottschalk.
Em outubro de 1909, com o auxílio do Governo do Estado de São Paulo, partiu para a Europa, para estudar em Paris. Ao desembarcar na França, foi convidada a visitar uma compatriota que desejava ouvi-la: a Princesa Isabel, também pianista, que vivia no exílio. Foi a Princesa Isabel quem estimulou Guiomar a manter em seu repertório a obra de Gottschalk, frequentemente interpretada por ela nos recitais que fez no exterior.
Na capital francesa, Guiomar inscreveu-se para prestar provas no Conservatório de Paris. Foi aprovada em primeiro lugar, dentre 388 candidatos para 11 vagas, das quais somente duas reservadas a estrangeiros.
O júri era composto por Gabriel Fauré, Moritz Moszkowski e Claude Debussy, que, quebrando o protocolo, pediu que Guiomar repetisse sua interpretação da Balada No.3 Op.47, em Lá Bemol maior, de Chopin. A respeito da jovem pianista, o compositor escreveu: “Eu estava voltado para o aperfeiçoamento da raça pianística na França…; a ironia habitual do destino quis que o candidato artisticamente mais dotado fosse uma jovem brasileira de treze anos. Ela não é bela, mas tem os olhos ‘ébrios da música’ e aquele poder de isolar-se de tudo que a cerca – faculdade raríssima – que é a marca bem característica do artista”.
No conservatório, estudou com o húngaro Isidore Phillip – que afirmou não ter ensinado nada à aluna e sim aprendido com ela – e formou-se em primeiro lugar, obtendo o Grand Prix. No ano seguinte, 1911, fez sua primeira apresentação oficial em Paris e, logo depois, realizou uma série de concertos na Europa, apresentando-se em prestigiosos palcos de Inglaterra Suíça, Itália e Alemanha.
Em 1913, foi à Suíça, onde visitou o conservatório de Lausanne e realizou vários concertos em Berna e Genebra e, em seguida, retornou ao Brasil, se apresentando no Teatro Municipal de São Paulo e no Teatro Municipal do Rio de Janeiro.
Em 1914, com a eclosão da Primeira Guerra Mundial, Guiomar cancelou todos os compromissos na Europa e continuou apresentando-se no Brasil. No ano seguinte, fez sua estreia nos Estados Unidos, tocando em Nova York, Boston, Chicago, Norfolk, Newport e outras cidades norte-americanas, apresentações que marcaram o início de uma carreira imensamente bem-sucedida naquele país, para onde, nas seis décadas seguintes, a pianista frequentemente retornaria para recitais e concertos.
O ano de 1922 foi marcante para Guiomar. A pianista participou da Semana de Arte Moderna – evento que revolucionou as artes brasileiras, marcando a chegada do modernismo – e casou-se com o compositor Octávio Pinto, com quem teve dois filhos. A partir de então, Guiomar passou a incluir nos seus recitais as obras de Villa-Lobos, tornando-se importante divulgadora do compositor nos Estados Unidos.

                       Cristiano Ronaldo 5 vezes melhor do mundo





Cristiano Ronaldo cumpriu mais um objetivo em sua carreira. Ele foi oficialmente eleito nesta segunda-feira o melhor jogador do mundo da Fifa pela quinta vez, igualando-se ao seu grande rival dentro de campo, Lionel Messi.
Com 43,16% dos votos, o português venceu a concorrência sempre severa do argentino, craque do Barcelona, que terminou em segundo, com 19,25%, e também de Neymar, terceiro, com 6,97%, num total de 24 candidatos. O brasileiro teve um percentual um pouco menos de 2015, quando também foi terceiro, com 7,86%.

Tropicalia

A música brasileira tem muitos estilos e  todos mostram um pouco da cultura, alegria e força do nosso povo. E houve um movimento musical que reuniu vários estilos, muitos artistas talentosos e revolucionou a história da música brasileira. Sabe qual foi? A Tropicália! Esse foi um movimento tão importante que ajudou até a derrubar a ditadura no Brasil! 
A Tropicália, ou Tropicalismo, surgiu em 1967, ainda no tempo da ditadura militar. Um grupo de artistas, cantores, poetas e compositores se reuniram para trazer algo novo para o cenário artístico brasileiro. E conseguiram. Os participantes mais famosos do movimento foram os cantores-compositores Caetano Veloso e Gilberto Gil, a cantora Gal Costa e o cantor-compositor Tom Zé, a banda Mutantes, e o maestro Rogério Duprat. Outros nomes que completaram o grupo foram a cantora Nara Leão e os letristas José Carlos Capinan e Torquato Neto. 
Como dissemos lá no começo, a revolução da Tropicália não foi apenas musical; as mudanças aconteceram também nas artes gráficas e no design de objetos e roupas. 

Revolução musical

Por causa da ditadura, a música brasileira estava muito nacionalista, ou seja, muito voltada para cantar as maravilhas da nação e lembrar o quanto o povo brasileiro é sortudo por viver aqui. A Tropicália foi contra isso. O grupo tentou deixar a linguagem da Música Popular Brasileira (MPB) mais leve, mais jovem. Para isso, passaram a usar guitarras elétricas nos arranjos musicais. Mas, ao mesmo tempo que queriam deixar tudo mais leve, eles usavam palavras e sons de origem erudita, sons inovadores, trazidos pelos maestros Rogério Duprat, Júlio Medaglia e Damiano Cozzela.
Quando tudo isso foi misturado: os sons populares, a música pop, as várias inovações musicais e as  cores usadas nas roupas pelos cantores, não só a música brasileira ficou mais moderna, mas também a própria cultura nacional! Saindo do movimento da Bossa Nova, o Tropicalismo renovou completamente as letras das músicas. Algumas chegaram a ser consideradas verdadeiras poesias, e tudo isso sem deixar de refletir sobre a situação do País. Havia muita liberdade no tema das composições, com espaço para falar sobre as tradições e as novidades do Brasil.

Mistura tudo

O Tropicalismo misturou rock, bossa nova, samba, rumba, bolero e baião. A ordem era experimentar, considerar várias possibilidades em todos os sentidos. O disco que deixa isso bem claro é a obra coletiva Tropicália ou Panis et Circensis, que reuniu todos os principais cantores, compositores e maestros do movimento no mesmo disco. Muito da Tropicália também pode ser encontrado nos primeiros discos de Gilberto Gil e Caetano Veloso, onde se encontram clássicos da época, como as canções-manifesto “Tropicália” e “Geléia Geral”.

Na telinha

Outra característica importante da Tropicália foi sua relação com a televisão. Os artistas do movimento participavam dos festivais de música popular, programas de competição musical que eram exibidos por várias emissoras. É possível dizer, inclusive, que o movimento teve início com as inovadoras apresentações da marcha “Alegria, alegria”, de Caetano, e da cantiga de capoeira “Domingo no parque”, de Gilberto Gil, no III Festival de MPB da TV Record, em 1967.

Mudando a moda

A Tropicália transformou muito os gostos da sua época. E estamos falando de música, política, moral, comportamento, relação com o corpo e a maneira de se vestir. A cultura hippie foi a principal influência do grupo, com os cabelos longos encaracolados e as roupas coloridas. Apesar de ter durado pouco mais de um ano e ter sido reprimido pela ditadura militar com a prisão de Gil e Caetano em 1968, a Tropicália influenciou toda uma geração, mudou a cara do nosso país na década de 60 e ainda serve de inspiração para muitos artistas até hoje.

A Semana de Arte Moderna representou uma verdadeira renovação de linguagem, na busca de experimentação, na liberdade criadora da ruptura com o passado e até corporal, pois a arte passou então da vanguarda para o modernismo. O evento marcou época ao apresentar novas ideias e conceitos artísticos, como a poesia através da declamação, que antes era só escrita; a música por meio de concertos, que antes só havia cantores sem acompanhamento de orquestras sinfônicas; e a arte plástica exibida em telas, esculturas e maquetes de arquitetura, com desenhos arrojados e modernos.